Às 11h20, a CPI dos Radares começou a ouvir o depoimento do encarregado de Fiscalização e Operação da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), Claudemir Gonçalves. Esse foi o último depoimento dos trabalhos realizados nesta segunda-feira, dia 1º de agosto, pela Comissão que investiga o Contrato de Radares, no município.
Em cerca de 55 minutos, Claudemir também relatou sua carreira na EMDEC, onde trabalha há 17 anos. Claudemir passou de agente da Mobilidade Urbana para encarregado, em 2006; e para a supervisão de trânsito, em 2008, tendo recebido a promoção por mérito.
O supervisor trabalha no turno da tarde, com uma equipe de mais quatro encarregados e cerca de 40 agentes.
Claudemir afirmou que nunca recebeu ordens para pressionar os agentes a multar mais. Destacou que as reuniões entre a supervisão e os agentes ocorrem sempre que necessário, principalmente quando há eventos de grande porte na cidade, em que o apoio da EMDEC é previsto para operacionalizar o trânsito e o transporte.
Durante o depoimento, o supervisor da EMDEC também afirmou que nunca cobrou dos agentes para que aumentassem a quantidade de multas aplicadas. Detalhou como é realizado o atendimento de reclamações realizadas pelo telefone 156, da Prefeitura. Explicou que, na estimativa dele, 99% das reclamações realizadas pelos munícipes recebem resposta da EMDEC.
Claudemir revelou que ficou “abismado” quando ficou sabendo da denúncia de pressão para multas, uma vez que a quantidade de multas aplicadas pelos agentes, num período de seis horas de trabalho, é mínima. Destacou que os procedimentos transmitidos aos agentes, quando eles vão a campo, priorizam a orientação sobre a fiscalização.
Claudemir foi questionado sobre um incidente envolvendo outro agente da EMDEC, durante operação da ciclofaixa. Explicou que na ocasião, como já havia dado uma orientação padrão ao agente mais de três vezes e ele insistiu em continuar adotando a mesma postura errada de trabalho, optou pela dispensa do funcionário naquele dia. Posteriormente, todos os envolvidos foram ouvidos pela chefia e o agente foi advertido. Mas o agente em questão fez uma denúncia no sindicato da categoria por constrangimento.
Sobre as Horas Extras, Claudemir afirmou que todos os agentes que se prontificam a realizá-las são convocados para o trabalho. A sessão foi encerrada por volta das 12h15.

10/06/2026/
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