O depoimento do encarregado de Fiscalização e Operação da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), Nivaldo Mariano de Souza, abriu os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Contrato de Radares em Campinas.
Em seu depoimento, com 40 minutos de duração, aproximadamente, Nivaldo relatou sua carreira na EMDEC. Na empresa desde 1992, iniciou como agente; em 97 foi promovido para encarregado e, em 2007, passou a ser supervisor.
Nivaldo negou o questionamento feito pela CPI sobre a pressão por parte de superiores para o aumento na aplicação de multas e, também, refutou a bonificação com Horas Extras para quem aplica uma maior quantidade de multas.
Nivaldo afirmou, categoricamente, que todos os agentes da Mobilidade Urbana fazem Horas Extras por igual, dependendo, apenas, da disponibilidade de cada colaborador, conforme a demanda da empresa por atividades externas.
Responsável por cerca de 90 agentes e nove encarregados, Nivaldo declarou que as Horas Extras são realizadas aos fins de semana, principalmente aos domingos, por conta da operação das ciclofaixas de lazer, além de outros eventos, como obras, por exemplo. Nos dias de semana, as Horas Extras somente são realizadas por conta de alguma ocorrência excepcional, como um temporal ou um grave acidente, situações que demandam uma maior operacionalização do trânsito.
Nivaldo também destacou a preocupação da EMDEC em preservar as vidas no trânsito, e a importância da orientação sobre a fiscalização.

11/06/2026/
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