Os pedestres com quem nos deparamos no espaço público de Campinas têm, cada qual, sua biografia. Existe toda uma história que seus rostos, em um primeiro momento, não compartilham.
Mas a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) vai apoiar, nos próximos dias 19 (terça-feira) e 20 (quarta-feira) de julho, a primeira etapa do projeto “A Cidade de Cara a Cara”, idealizado pelo artista visual Agostinho Gomes, 50. Transeuntes serão entrevistados e fotografados no Largo do Rosário; e o resultado será uma exposição baseada em suas diferentes trajetórias.
Onde nasceram essas pessoas? Quais os aspectos mais relevantes de suas vidas? Atuam em ONGs? Quais caminhos, afinal, percorrem, além do imediatismo da calçada? “Perguntaremos inclusive sobre seus sonhos, e aspectos que mais admiram em si próprias”, destaca o artista.
Na segunda etapa, Agostinho Gomes usará técnicas de arte digital para intervir sobre as 25 fotografias dos perfis selecionados. “Abordaremos a diversidade étnica, sócio-econômica e religiosa, e criaremos a partir desses elementos”, explica. As fotos dos 25 escolhidos sofrerão intervenções com imagens, desenhos, formas, cores e luzes.
Na última etapa, após a triagem e transformação do material, haverá uma exposição em ambiente aberto nos meses de outubro e novembro, em três locais: Largo do Rosário, Terminal Ouro Verde e Parque Taquaral. As obras serão produzidas por impressão digital em telas especiais de grande formato (2,20m x 1,20m) e esticadas em totens de estruturas metálicas.
Os entrevistados que não forem selecionados aparecerão em um painel com todos os participantes. Também está prevista a produção de um making of, cujo DVD será disponibilizado para ONGs e organizações culturais.
“A Cidade de Cara a Cara” é apoiado pelo Governo de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (Proac), Prefeitura de Campinas, Serviços Técnicos Gerais (Setec) e EMDEC. A 3M patrocina.
Questionado sobre quão rica em termos de biografias é Campinas, considerada por muitos uma metrópole, Agostinho Gomes a vê interiorana “apenas geograficamente”. “Campinas com certeza oferece vasto material, ela é cada vez menos homogênea. É um caldeirão social maravilhoso”, exalta.
No folder de apresentação, o projeto do artista plástico e designer se intitula “Arrojado e contemporâneo, espelhamento da alma do próprio artista, um projeto no qual a cidade pode ver-se a si mesma”. Busca “significar” e “encantar” a cidade, retratando de forma onírica a população que nela transita.

11/06/2026/
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) realiza uma operação especial de trânsito para a exibição da estreia do...



