Técnicos da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) assistiram na segunda-feira, dia 10 de maio, ao Módulo IV – Planejamento do Transporte Público Urbano, do Curso de Formação para Técnicos de Mobilidade Urbana da empresa.
O assessor da Diretoria de Desenvolvimento e Infraestrutura Viária, Paulo Takashi Takarabe, apresentou um bê-á-bá dessa modalidade de transporte, que, juntamente com os serviços de saúde, energia e educação, é um dos setores básicos da economia.
Basicamente, o planejamento de transporte para uma região consiste em estimar, durante um determinado período de tempo, a demanda de passageiros, e criar alternativas para atender a ela.
O sucesso desse procedimento exige, segundo Takarabe, bom senso, não se limitando apenas à aplicação de modelos de tráfego. Requeriria, também, conhecimento do local quanto a seus hábitos e possibilidades industriais, desenvolvimento urbano, economia e respeito pelo meio ambiente.
Além disso, deveriam ser considerados fatores como custo-benefício para os usuários, custo de capital envolvido e retorno econômico. Outras características entrariam na equação, como uso do solo, topografia regional, fauna, flora e aspectos culturais e econômicos.
Takarabe discorreu sobre dois termos-chave: acessibilidade e mobilidade, que dependem do planejamento em suas etapas estratégica, técnica e operacional.
Listou, ainda, as informações básicas e necessárias ao êxito do transporte coletivo: população (habitantes por área), uso do solo (indústrias, comércio, escolas), índice de mobilidade (viagens/habitantes/dia), índice de motorização (habitantes/automóvel), origem, destino e motivo dos deslocamentos, demanda de passageiros por zonas e por faixas horárias, malha viária urbana e tempos de deslocamento.
O assessor mencionou pesquisas realizadas nos ônibus, nos terminais, nos pontos de parada e nos trechos críticos. Normalmente, o procedimento é realizado através do relatório do cobrador e do relatório diário do fiscal, em que são reportados o número de passageiros transportados em cada viagem da linha em estudo, bem como o sentido/horário e a quilometragem percorrida.
Atualmente, através de mecanismos informatizados e equipamentos embarcados, é possível efetuar esta pesquisa com maior precisão e menor tempo (bilhetagem eletrônica, monitoramento e outros).
Desenvolvimento de linhas
O desenvolvimento de uma rede de linhas de ônibus para atender às necessidades de deslocamento dos habitantes de uma região consiste, de acordo com Takarabe, em procurar o equilíbrio entre oferta de transporte versus demanda de passageiros, bem como da receita versus despesa, respeitando-se certas imposições quanto ao nível de qualidade do serviço (entre elas, o intervalo máximo entre dois ônibus consecutivos nos horários fora do pico, a distância do percurso a pé realizado pelo passageiro até o ponto de parada e o número de passageiros adotado por metro quadrado).
O palestrante também abordou os tópicos itinerários, horários, serviços especiais e pontos de parada.
O Curso de Formação para Técnicos de Mobilidade Urbana tem, no total, 75 horas.
A programação inclui módulos como Mobilidade Urbana, Gerenciamento do Transporte Público, Sistema de Transportes e Rede, Planejamento, Programação e Controle operacionais, Sistema de Informação e Monitoramento, Fiscalização, Tecnologia em Inspeção Veicular, Planilha Tarifária e Rede de Computadores.

11/06/2026/
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