Denise Pereira e Marília VaroniUma homenagem rápida, marcada pelo hasteamento da Bandeira do Brasil e do Hino Nacional, abriu as comemorações do Dia do Agente da Mobilidade Urbana, na Sede da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), na Vila Industrial, nesta quinta, dia 23 de setembro.
O evento teve início às 7 horas; e contou com a participação de mais de 90 agentes da Mobilidade Urbana, além de representantes da Guarda Municipal.
Os colaboradores foram recepcionados pelo secretário de Transportes, Sérgio Torrecillas; pelo vereador Josias Lech, autor da Lei que institui o Dia do Agente; pelo diretor de Operações, Atílio André Pereira; gerentes, chefes e supervisores operacionais; além da chefe de Gabinete, Gabriela Travaini.
Na homenagem aos colaboradores, Torrecillas destacou que Campinas tinha acabado de divulgar os dados de acidentes do primeiro semestre de 2010, com redução nas ocorrências e nas mortalidades; e que esses bons resultados refletem o trabalho de cada agente.
“É importante comemorar essa data pela autoestima, valorização e pelo trabalho que os agentes fazem para garantir que Campinas circule”.
Já o vereador Josias Lech contou que a idéia da Lei em comemoração ao Dia do Agente foi uma sugestão da equipe do Grêmio da EMDEC. “Não podemos deixar essa data passar em branco, precisamos que o trabalho do agente seja enaltecido não só aqui, mas por toda a sociedade. Esse é um dia de reflexão sobre os trabalhadores que defendem o bom andamento da cidade; é um dia de valorização da dignidade dos agentes”, defendeu.
Para o diretor de Operações, Atílio André Pereira, essa Lei é mais do que necessária. Ele lembrou as dificuldades que os agentes enfrentam nas ruas, não só quando estão fiscalizando, mas quando estão também contribuindo na solução de um problema como a retirada de um veículo quebrado, por exemplo.
“Em todas as obras de Campinas, nós vemos a marca dos agentes contribuindo nas realizações. Os agentes foram essenciais para a grande virada do transporte coletivo. Sem os nossos agentes de transporte e de trânsito muita coisa não teria sido feita na cidade”, defendeu.
Vida de agente
O agente Flávio Roberto Gaiola trabalha nessa profissão desde 1991. Ele comenta que começou nos terminais. “Certa vez apanhei de uma mulher por orientá-la a não furar a fila para entrar no ônibus. Hoje, atuo no Departamento de Obras e Eventos.”
Segundo o agente, o mais gratificante é orientar. “Somos ainda hostilizados nas ruas, mas não devemos levar em consideração. O mais gratificante é orientar, quando você percebe que a pessoa entendeu e que você ajudou a preservar uma vida, valeu todo o nosso esforço”.
Gaiola também atua no projeto “A gente aprende, agente ensina”, nas escolas. “Gosto muito de participar dessa atividade. A gente não pode perder o foco da preferência pela vida”.
Elthon Fabrício Vaz Carlos, um novato nas ruas – há apenas cinco anos na EMDEC, afirma que o contato com o munícipe é o maior desafio.
“A gente tem que orientar antes de fiscalizar, e explicar que estamos fazendo o melhor para o cidadão, com intuito de preservar a vida dele. Acho que as pessoas nos recebem bem, mas tudo depende da forma como a gente aborda”.




