

Coreto, chafariz, playground, monumentos e feira de artesanato. Localizado entre as ruas Barão de Jaguara e Duque de Caxias, e avenidas Francisco Glicério e Aquidaban, o Largo do Pará tem 10 mil metros quadrados abertos ao entretenimento para todas as idades.
As crianças podem brincar no parque com toda a segurança, enquanto seus pais aproveitam a tranquilidade da praça para se distrair e passear. O playground conta com balanço, gangorra e escorregador, cercados para a proteção dos pequenos.
A terceira idade também tem espaço garantido no Largo do Pará. Um exemplo é o Grupo Renovação, que reúne cerca de 30 idosos na praça, com atividades como ginástica e caminhada, há mais de oito anos. O grupo tem orientação de um profissional de Educação Física.
Para a professora Drieli Lopes, o contato com o ar livre faz toda a diferença. “Fazer a atividade física aqui na praça deixa os alunos mais animados e descontraídos, os exercícios fluem melhor”, conta a professora.
Na opinião de Wilma Piva, 79, o grupo usa a praça porque ela está bem localizada. “A praça fica bem no Centro, e tem fácil acesso”, conta a aposentada.
E para a distração dos adultos, o Largo do Pará conta com uma feira de artesanato durante a semana, das 8 às 17 horas, organizada pela Secretaria Municipal do Trabalho e Renda.
Maria Roseli Santos, organizadora da feira, contou que o público da cidade aprova e elogia a organização. “Muitas pessoas descobrem por acaso, quando estão caminhando pela praça. É bom para nós que estamos vendendo, porque o movimento aqui é muito grande”, afirmou.
As mudanças do Largo do Pará
Na segunda metade do século XIX, a população da cidade cresceu muito, principalmente depois da implantação do parque ferroviário. Na época, o Córrego do Tanquinho fazia parte da rede de cursos de água que ajudou a população na ocupação e no desenvolvimento da cidade. As águas seguiam passando pelas Ruas Barão de Jaguará e Avenida Anchieta, e desaguavam na altura da Avenida Orosimbo Maia.
Com o crescimento da população e a aproximação da malha urbana, a área teve de ser canalizada, pois os córregos eram vistos como barreiras para o desenvolvimento e sempre inundavam as áreas do entorno.
Com a epidemia da febre amarela (de 1889 a 1896), o poder público decidiu realizar um projeto sanitarista, drenando pântanos e canalizando córregos. O plano previa ainda o aproveitamento das nascentes para o abastecimento da cidade.
O Largo do Pará era na época um jardim. Ele recebeu um passeio e canteiros de plantas em 1899, e um coreto em 1901, que permanece no local até hoje.
Em 1933, a praça ganhou um chafariz. Atualmente, o córrego está canalizado exatamente sob o Largo do Pará.
Mas porque Largo do Pará?
O nome “Pará” foi dado pela Câmara Municipal, em 1896. A homenagem fica por conta da cidade onde morou e faleceu o maestro Carlos Gomes, que foi destaque no cenário musical.
Por ocasião do Bicentenário do Café, em 1927, a praça recebeu um monumento que marca Campinas como o mais importante centro produtor de café do país.
Em 1930, o local ficou conhecido como Praça João Pessoa. E no final da década de 40 como praça da "Independência".
Mas logo voltou a sua denominação original e definitiva de Largo do Pará.




