Dois flagrantes de motoristas bêbados mostram que eles ainda são responsáveis por boa parte dos acidentes no país, quase um ano depois da lei seca entrar em vigor. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) não tem dados nacionais. Mas, nos estados, as autoridades de trânsito afirmam que o número de colisões provocadas por pessoas embriagadas voltou a subir. Em Porto Alegre, um motorista entrou cambaleando no carro. No trajeto, não conseguia ficar na pista. Ele se negou a fazer teste de bafômetro, mas o exame clínico confirmou que ele estava embriagado. Na Grande Vitória, um motorista dirigia uma carreta, bateu em um poste e só parou depois de acertar o muro de um posto. O veículo ficou destruído. O motorista ficou ferido. O teste do bafômetro indicou consumo de bebida alcoólica. O condutor assumiu que estava embriagado e que causou o acidente por isso. Casos como esses ficaram mais raros quando a lei seca entrou em vigor, no ano passado. Mas, a partir deste ano, o número de acidentes provocados por motoristas embriagados voltou a crescer. De acordo com dados da Associação de Medicina de Tráfego, atualmente 60% dos acidentes envolvem alguém que bebeu antes de dirigir. É quase o mesmo índice de antes da lei seca. No Espírito Santo, o Detran diz que reduziu a fiscalização em fevereiro e março, quando enviou 50 bafômetros a São Paulo, para aferição. Mesmo assim, aumentou o recolhimento de carteiras de motoristas embriagados. De janeiro a maio, foram 364. Para alguns, apenas uma punição mais severa resolveria o problema do uso de álcool no trânsito. Isso porque muitos motoristas são presos, mas, em seguida, pagam fiança e são liberados. Em Campinas O cenário é bem semelhante em Campinas. De acordo com levantamento da EMDEC, das 138 mortes no trânsito registradas na cidade no ano passado, o Instituto Médico Legal fez a coleta sanguínea para verificar a alcoolemia em 42% das vítimas, o correspondente a 58 mortos. Na amostragem, 42% (ou seja, 21 vítimas) apresentavam dosagem alcoólica igual ou superior a 0,6 g/l – o que se constitui crime e infração de trânsito. Em mais 2% dos analisados, notou-se dosagem menor que 0,6g/l (fato também considerado infração de trânsito). Somando os dois números, em 44% das vítimas analisadas, foi percebida a combinação do álcool. Entre os condutores de motocicletas, é possível notar o uso do álcool com concentração na faixa etária dos 15 aos 39 anos. Já entre os ocupantes de veículo, a faixa etária mais problemática está entre 40 a 44 anos. No segmento de pedestres, o álcool é percebido com muito menor incidência, aparecendo nas faixas dos 15 aos 19 e de 35 a 39 anos, com menor presença. Percebe-se uma concentração das ocorrências de vítimas fatais com alcoolemia nos finais de semana, por questões óbvias. Estes dois dias somam 45,5% das mortes. O restante da semana, responde por 54,5% das ocorrências. A análise traz ainda outra informação relevante: dentre os condutores de motos com alcoolemia proibitiva, 60% das mortes ocorreram à noite – das 20h às 23h59. Fonte: Portal G1

11/06/2026/
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) realiza uma operação especial de trânsito para a exibição da estreia do...



