De acordo com testes realizados pela Folha de São Paulo, em São Paulo, fechar os vidros do carro e ligar o ar condicionado para não passar calor não evita a poluição. Cinco testes foram feitos em avenidas da cidade, comparando a taxa de material particulado (gerado na queima de combustíveis) dentro e fora do carro. A marginal Tietê registrava 33,8 microgramas por metro cúbico e, dentro do veículo, havia 30,4 microgramas por metro cúbico de material particulado. A conclusão é que a qualidade do ar é só um pouco melhor dentro do veículo. O filtro de cabine – presente na maioria dos carros com até cinco anos – não garante ar puro. Segundo Paulo Saldiva, patologista do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP, os valores registrados estão acima do índice máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é 25. O material particulado é extremamente nocivo, porque, além de se depositar nos alvéolos (dentro dos pulmões), causando e agravando doenças respiratórias, penetram no sistema circulatório, afetando vasos e o coração. De acordo com Flávio Luiz de Vasconcelos, diretor de climatização do Sindicato da Indústria de Reparação Automotiva (Sindirepa), a falta de manutenção do filtro de cabine (que filtra o ar que entra no carro) prejudica a qualidade do ar. Ele diz, ainda, que a manutenção do filtro tem que ser a cada seis meses ou a cada 10 mil quilômetros rodados. Fonte: Folha de São Paulo

11/06/2026/
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