Um sensor de fibras ópticas, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pode se transformar em um novo aliado dos motoristas no combate à venda de combustíveis adulterados. O equipamento permite que o motorista confira a qualidade do combustível vendido no posto no exato momento em que o tanque é abastecido. Assim, em tempo real, o consumidor conhece, por exemplo, as concentrações da mistura de álcool e gasolina; se houve adição de água ao álcool puro e também detecta a presença de qualquer substância estranha. A tecnologia permite a descoberta de adulterações em qualquer fase da cadeia produtiva, seja no duto da indústria, no depósito da distribuidora ou no próprio estabelecimento revendedor. Para que o brasileiro se beneficie, basta que o sensor entre no mercado. A tecnologia já foi licenciada para duas empresas do setor automotivo, que têm os nomes mantidos em sigilo pelas normas da propriedade industrial. O projeto foi desenvolvido por uma equipe técnica de 15 pessoas, comandada por Carlos Suzuki, de 60 anos, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica. São técnicos, especialistas, colaboradores externos, alunos de graduação e pós-graduação, reunidos nos laboratórios do Departamento de Engenharia de Materiais. O novo sensor, simples e de baixo custo, permite a portabilidade e dá resultados imediatos. Além disso, trata-se de um método mais seguro. A tecnologia de fibra óptica tem a vantagem de usar a luz. Outros instrumentos, que fazem uso da corrente elétrica, podem provocar explosão, já que o material analisado é inflamável. O instrumento é delicadíssimo. A ponta do sensor, que tem a espessura de um fio de cabelo, pode ser instalada no carro ou na própria bomba do posto. Fonte: Correio Popular – 17 de abril de 2009

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