Cidades européias e americanas já discutem e testam a adoção de carros públicos comunitários. São veículos como qualquer outro, sem muito luxo ou potência, mas que podem ser usados pela população mediante inscrição e pagamento infinitamente menor do que o custo de possuir o próprio carro. A medida visa à redução do volume de veículos nos grandes centros urbanos, com impacto direto na qualidade da circulação e nos índices de emissão de poluentes. Na Itália,12 cidades desenvolveram, desde 2004, um projeto bancado pelo Ministério do Meio Ambiente que insere no transporte urbano uma frota de carros públicos. Cerca de 500 carros ficam nas ruas à disposição dos usuários 24 horas por dia, 365 dias do ano, e podem ser abertos com uma chave especial que parece um cartão de crédito. Esses veículos ainda têm permissão para circular em áreas proibidas a carros comuns e direito a vagas especiais nos lugares mais concorridos da cidade. O custo é subsidiado pelo governo – para ter direito ao serviço, é preciso pagar cerca de 50 euros anuais, mais 0,30 por quilômetro rodado. A ideia do “public car sharing”, ou automóvel compartilhado público, surgiu nos anos 80, na Suíça, e já é realidade em mais de 60 municípios mundo afora, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Em várias dessas cidades, o projeto é quase comunitário. De acordo com um estudo feito pelo especialista em transporte público Adam Millard-Ball para o Ministério dos Transportes Americano, cerca de 6 mil pessoas nos Estados Unidos e 11 mil cidadãos do Canadá já dirigem os carros comunitários diariamente. Fonte: Agência Estado

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



