Descumprindo determinação judicial, que previa que em caso de paralisação no setor de transporte nesta segunda, dia 11 de maio, pelo menos 70% do serviço deveria operar, o transporte público amanheceu com apenas 10% dos veículos nas ruas e uma situação de total desassistência para toda a cidade, com grande reflexo para a população que não conseguiu acessar os serviços, o trabalho, as escolas; enfim, ficou nos pontos sem conseguir garantir o direito de ir e vir. Dos 807 veículos que circulam normalmente, apenas 85 operaram, segundo levantamento da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC). De acordo com a Empresa, a frota não ultrapassou os 10% em nenhum momento no período de pico e alguns veículos que conseguiram circular voltaram às garagens com receio de repressão dos manifestantes. Pela manhã, a EMDEC alocou cerca de 100 veículos dos serviços alternativo e seletivo nos principais eixos, sobretudo no Rótula e Av. John Boyd Dunlop e também direcionou veículos para o Terminal Multimodal Ramos de Azevedo para atender um grande público que retornava à Rodoviária de Campinas, em razão do Dia das Mães, sobretudo universitários com destino ao distrito de Barão Geraldo, área que não contou nem com este percentual de frota. Também foi liberada a lotação nos serviços de táxi, fretamento e escolares durante todo o dia. Problemas no Trânsito De acordo com a EMDEC, com a falta dos ônibus, o número de veículos cresceu significativamente nas ruas e a situação do trânsito também ficou bastante complicada durante o pico da manhã e só se normalizou por volta das 9h30. Foram registrados sete pontos de lentidão. Os motoristas enfrentaram mais problemas em três corredores: na Av. John Boyd Dunlop, Av. das Amoreiras e Av. Ruy Rodrigues. Na Av. Alberto Sarmento, no cruzamento com a Rua Arnaldo de Carvalho, a situação ficou bastante complicada em razão da quebra de uma carreta, no período das 7h50 às 9h15. Foram contabilizados dois acidentes com vítimas na Av. das Amoreiras, ambos com motos. O único serviço que operou normalmente foi o PAI-Serviço, serviço porta-a-porta que garante o transporte de pessoas com deficiência, que colocou 100% da sua frota para atendimento das viagens agendadas, principalmente para garantir as consultas e exames médicos. Os terminais de ônibus foram e permanecem fechados para evitar tumultos. Outras Ocorrências Segundo levantamento da EMDEC, foram registradas ocorrências de vandalismo na frota. Os números preliminares apontam quatro ônibus recolhidos porque foram apedrejados e tiveram vidros quebrados; dois ônibus recolhidos porque tiveram os pneus furados e operadores do convencional e do serviço alternativo ameaçados nas regiões do Campo Grande e de Sousas. Durante o período de paralisação, o usuário poderá entrar em contato com o Disque CIMCamp, serviço de atendimento telefônico que funciona 24 horas por dia. Somente na manhã desta segunda-feira, até às 8h, foram mais de 1400 ligações atendidas por meio do telefone 3772-1517. Denise Pereira

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



