O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, confirmou ontem que o trecho entre Campinas e São Paulo do trem de alta velocidade (TAV) será finalizado até 2014, quando o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol. O trajeto completo até o Rio de Janeiro, porém, não deverá ficar pronto antes do Mundial – apenas uma parte do trecho entre as capitais paulista e carioca estaria concluído. As informações de Nascimento já haviam sido antecipadas na semana passada pelo governo federal, quando o secretário executivo do ministério, Paulo Passos, afirmou que teria prioridade o trecho do TAV entre Campinas, São Paulo e São José dos Campos, interligando os aeroporto internacionais de Viracopos e de Cumbica, em Guarulhos, conforme publicou o Correio na edição do último sábado. “Pelo menos o trecho de Campinas a São Paulo deverá estar pronto (para a Copa), ligando dois importantes aeroportos. E, além disso, parte do trecho para o Rio deverá estar concluída”, afirmou o ministro durante o seminário Transporte e Inovação, a Experiência Francesa, realizado em Brasília. A não conclusão até a Copa, explicou Nascimento, ocorre porque a previsão total é de cinco anos para implantação do TAV. O ministro destacou que deverá haver dificuldades nos trechos urbanos do percurso. No caso das três cidades – Campinas, São Paulo e São José dos Campos – o trajeto dos 183,6 quilômetros acaba sendo mais atrativo porque concentra a maior demanda de passageiros. De acordo com estudos da consultoria britânica Halcrow, haverá 22,2 milhões de pessoas circulando por ano na ligação regional do TAV entre Campinas e São José dos Campos. No trajeto total, até o Rio, a expectativa é de 32,6 milhões de usuários. Outro ponto positivo avaliado pelos técnicos é o de que as obras entre esses municípios serão feitas com maior facilidade do que o trecho São Paulo-Rio de Janeiro, que apresenta uma topografia desfavorável. Um exemplo pode ser demonstrado na rampa a ser transposta na Serra das Araras, no Rio, que tem cerca de 450 metros de altura. “Mas o programa de obras é que deverá definir esses prazos”, afirmou Nascimento. O ministro ressaltou ainda que a concessão do TAV também será adiada. Segundo a assessoria de imprensa de Nascimento, o edital deverá ser publicado nos próximos dias. Porém, há um prazo para que as empresas se adequem às exigências e isso deverá fazer com que a licitação ocorra apenas no primeiro trimestre de 2010. No último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a previsão era de que o leilão ocorresse no segundo semestre de 2009. Como a expectativa é de cinco anos de obras, o cronograma não conseguirá ser finalizado até julho de 2014, quando ocorrerá a Copa. “Nosso esforço será para que as obras ocorram simultaneamente em todo o trajeto, mas, como não conseguiremos deixar o traçado total de Campinas ao Rio de Janeiro pronto até a Copa, é muito possível que a opção seja por concluir primeiramente o trecho com maior demanda de passageiros”, afirmou o ministro. A concessão do trem começará em 2010, com prazo de cinco a seis anos para implementação da via permanente (obras civis), sistemas e testes operacionais. Assim, o governo presume que, em 2015 ou 2016, o TAV possa estar em operação comercial, gerando receitas na venda de passagens. Consórcios Várias empresas e investidores estrangeiros têm se interessado em participar do consórcio para a construção e exploração do trem rápido. Tanto que o ministro dos Transportes da França, Dominique Bussereau, disse que, considerando o tamanho das regiões metropolitanas envolvidas, o TAV brasileiro deverá ser “extremamente lucrativo”. De acordo com o francês, entre os projetos de trens de alta velocidade, hoje, no Continente Americano, incluindo o dos Estados Unidos, o trem brasileiro é o que está mais adiantado. A assessoria de imprensa do ministro, no entanto, ressaltou que o governo federal está ouvindo todos os interessados no projeto. Fonte: AGÊNCIA ANHANGUERA

11/06/2026/
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