Moradores e frequentadores de Sousas e Joaquim Egídio terão um novo acesso aos distritos com a construção da Avenida Isaura Roque Quércia, ligando a Avenida Mackenzie até o loteamento Caminhos de San Conrado.
A implantação da nova via foi viabilizada na manhã desta segunda-feira, dia 7 de dezembro, com a assinatura de decreto de Declaração de Utilidade Pública da continuação da Avenida Mackenzie, passando pelo Caminho Municipal (CAM) 10, até o condomínio em Sousas.
O documento foi assinado pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos, que também assinou o Termo de Acordo e Compromisso (TAC), dando aval para os empreendedores começarem a construção do viário deste novo acesso. A estrada terá de oito a nove quilômetros de extensão, começará a partir da Leroy Merlin até a entrada do San Conrado, e vai beneficiar cerca de oito mil pessoas, entre moradores e visitantes desta região de Campinas.
De acordo com os empreendedores, a construção da estrada levará cerca de um ano e vai custar em torno de R$ 12,5 milhões. Outro benefício da nova via é desviar o volume de trânsito na Rodovia Heitor Penteado e na Avenida Antônio Carlos Couto de Barros.
Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento, cerca de 70% do tráfego passará a circular na Avenida Isaura Roque Quércia. A execução dessa obra é uma contrapartida da empresa responsável pela implantação do loteamento Três Pontes do Atibaia e deverá começar assim que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente emitir a licença ambiental.
Benefícios
A regulamentação do decreto também vai permitir a ligação entre a Avenida Carlos Grimaldi e o Caminho Municipal (CAM) 10 até o San Conrado. A importância da implantação desta nova avenida, segundo o prefeito, é porque ela vai resolver o problema do esgotamento da entrada para Sousas e Joaquim Egídio, mudando o eixo de entrada aos distritos e proporcionando aos usuários melhor acesso para a região, voltada, principalmente, para o ecoturismo e o turismo gastronômico. "Sousas e Joaquim Egídio são riquezas turísticas que estão localizadas dentro de uma APA (Área de Preservação Ambiental), onde as pessoas praticam atividades esportivas e turísticas", explicou o prefeito sobre a relevância de um novo acesso para o local.
O prefeito defendeu também as melhorias indiretas que a construção desta avenida vai trazer para Campinas. "A via soluciona problemas de vazios urbanos crônicos na região e isso vai estimular a construção de novos empreendimentos que vão gerar emprego e renda para Campinas", afirma. A diminuição do trânsito da Avenida Mário Garnero é fator relevante para melhoria ambiental da Área de Preservação Permanente (APP) – margens do Rio Atibaia.
Após a conclusão das obras também deve diminuir em aproximadamente 30% o movimento na Avenida Antônio Carlos Couto de Barros, melhorando as condições de segurança da via. Há ainda outra diretriz que prevê a ligação da Área de Proteção Ambiental (APA) com a área central da cidade, por meio da pavimentação do CAM 10 desde a Rodovia D. Pedro I até o loteamento San Conrado. A partir desse ponto, a pavimentação é proibida conforme a Lei Municipal nº 10.850, de 2001, que criou a APA.
Diretrizes viárias O Plano Diretor 2006 estabeleceu diretrizes viárias para o município de Campinas e incluiu as previstas pela Lei nº 10.850. De acordo com o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (Seplan), Alair Godoy, a Prefeitura de Campinas fez um estudo minucioso junto a agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), para toda a extensão da Rodovia Dom Pedro I.
Entre os pontos de intervenção previstos estão o retorno no distrito de Sousas e melhorias nos trevos da Leroy Merlin, Carlos Grimaldi, Mogi-Mirim, Shopping Galeria, Barão Geraldo e Amarais. O trabalho foi coordenado pela Seplan em parceria com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (SMI) e a Empresa de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC).
Os projetos serão executados pela Rota das Bandeiras, concessionária da Rodovia D. Pedro I. Na ordem de prioridades foram apontadas três obras que devem ocorrer até o terceiro ano da concessão. A primeira etapa está prevista para o trevo de Sousas, que suprirá uma necessidade existente desde a implantação da duplicação da Rodovia D. Pedro, em 1991.
A segunda melhoria são as alças de acesso da Leroy Merlin, que estão inacabadas desde a implantação do trevo na década de 1980, e o terceiro ponto que será implantado é a duplicação do trevo dos Amarais.
Bel Buzzo Alonso e Natália Peloggia




