A Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Transportes (Setransp), concluiu nesta terça-feira, 23 de janeiro, a licitação para construção e exploração da nova Rodoviária, com a abertura do terceiro envelope do processo, referente à proposta comercial. O resultado do processo será homologado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Município e a construção da nova Rodoviária será de responsabilidade do Consórcio Terminal Rodoviário de Campinas, formado pela Socicam e pelo Grupo Equipav, empresas que têm origem na própria cidade. Após a homologação do processo, o contrato entre a Prefeitura e o Consórcio será assinado no prazo máximo de dez dias úteis e as obras do novo terminal deverão ser iniciadas ainda na primeira quinzena de março. O prazo para entrega da obra, assumido pelo Consórcio durante o processo licitatório, é de 12 meses. Depois da conclusão da obra, serão necessários cerca de 60 dias para transferir a operação do atual terminal para a nova Rodoviária. Desta forma, a previsão da Prefeitura é que a nova Rodoviária possa estar operando no final do primeiro semestre de 2008. Além do prazo de 12 meses para construção da obra, nesta terça-feira também foi definido o valor da proposta comercial feita pelo Consórcio Terminal Rodoviário de Campinas: 2% da receita bruta mensal do novo terminal, a partir do início de sua operação, serão destinados à Prefeitura de Campinas. Esta receita, em valores atuais, seria de R$ 7 milhões durante todo o contrato de concessão, que tem validade de 30 anos. Já o investimento para construção da nova Rodoviária está orçado em cerca de R$ 28 milhões e também será feito pelo Consórcio vencedor da licitação. A nova Rodoviária A nova Rodoviária de Campinas adota conceito arquitetônico com características muito próximas as de um Aeroporto, com modernidade e visual arrojado. Instalado no Complexo Ferroviário, o novo terminal também respeita o patrimônio cultural e arquitetônico da cidade, com a recuperação de edifício tombado pelo Condepacc e a preservação de algumas casas e galpões já existentes na área. Esses prédios históricos deverão receber empresas de serviços, lanchonetes, revistaria e lojas com apelo popular. Vale destacar ainda que, na área interna da nova Rodoviária, já estão garantidos espaços para livraria, revistaria, farmácia, lojas de presentes, restaurante e praça de alimentação, além de serviços básicos como maleiros, áreas de espera, enfermaria, sanitários, área para banhos e serviços de segurança. A escolha da área da nova Rodoviária levou em consideração um conjunto de itens que pudessem refletir o impacto do empreendimento para a revitalização do espaço que receberia o Terminal: a circulação, envolvendo os desejos de viagens urbanos, metropolitanos e rodoviários e, a longo prazo, ferroviário; o tráfego de veículos e de ônibus nas vias do entorno; a preservação do patrimônio histórico; a interferência do empreendimento nos meios urbanos e ambiente; e a relação com a vizinhança (o impacto para as construções vizinhas). Após esta análise é que o Complexo Ferroviário Central (antigo pátio da Fepasa) foi eleito entre 20 áreas possíveis, com as mais importantes vantagens, para abrigar o empreendimento. A área do Complexo é um terreno triangular que tem como limites de um lado a Rua Dr. Pereira Lima, a Avenida Lix da Cunha e a linha ferroviária. A área disponível conta com aproximadamente 70 mil m² para receber todos os modais de transporte (transporte rodoviário, urbano, metropolitano e ferroviário). O novo Terminal Rodoviário terá cerca de 33,6 mil m² de área construída (incluindo o prédio da Rodoviária (23 mil m²), estacionamentos (8mil m²) e prédios históricos (2,6 mil m²). Já o terminal urbano-metropolitano, que será construído pelo Governo do Estado, contará com cerca de 9 mil m² de área construída. A expectativa é que mais de 100 mil pessoas circularão diariamente pelos três terminais. Hoje, a Rodoviária conta com fluxo de 25 mil pessoas/dia e todo o seu entorno apresenta esgotamento viário, com lentidões significativas registradas, sobretudo nos feriados. Outra vantagem é que o novo Complexo vai retirar três mil ônibus/dia (entre metropolitanos e rodoviários) das vias do Centro, garantindo mais qualidade à circulação na região e contribuindo para a redução de seus índices de poluição. O empreendimento contará com os mais modernos conceitos da engenharia e arquitetura: plena acessibilidade, exaustão de gases nas plataformas, iluminação e ventilação natural resultam em grande economia de energia. Serão 40 plataformas para embarque ou desembarque, totalmente independentes. O atual terminal conta com apenas 12. Além disso, a nova Rodoviária contará com 350 vagas de estacionamento, com vagas acessíveis para pessoas com restrição de mobilidade; e 70 vagas para Táxi, com 8 vagas cobertas e acesso direto ao saguão principal. O novo prédio será totalmente acessível, atendendo à Legislação Federal e normas da ABNT, bem como os acessos para veículos serão segregados, de forma exclusiva para cada modal. Para ampliar a segurança de seus usuários, todo o complexo também contará com o monitoramento eletrônico feito pelas câmeras da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp). Além de responder às exigências de qualidade operacional, localização, contar com um edifício adequado para atendimento dos usuários do transporte rodoviário, o novo Terminal representará um marco para cidade – pois simboliza o “portão de entrada” para seus visitantes. Stephan Campineiro




