O resultado da primeira reunião do Fórum Permanente de debates com taxistas, realizada nesta quinta-feira com o objetivo para discutir melhorias no serviço, foi positivo, de acordo com a avaliação do Assessor Executivo da Presidência da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), Josias Lech. Ele apontou que foi consenso entre Poder Público e representantes da categoria (coordenadores de ponto, representantes de rádio-táxi e sindicatos) que é necessário atrair mais passageiros para o serviço. “Existem duas formas de fazer isso. Uma delas é reduzindo o valor da tarifa, que não está em discussão; a outra é melhorando a qualidade do serviço”, ressaltou ele. Para isso, Lech indicou quatro principais medidas que podem ser tomadas: – Reformulação da Lei Municipal nº 4.742, que estabelece normas de execução dos serviços de táxi, que é de 1977. A EMDEC deverá encaminhar um Projeto de Lei para a Câmara municipal nas próximas semanas; – Realização de cursos para qualificação profissional das pessoas que trabalham com táxi, incluindo permissionários e auxiliares; – Melhoria da relação entre permissionários e auxiliares, que muitas vezes é conflituosa; – Aumento e melhoria da fiscalização dos prestadores de serviço clandestinos. O assessor explicou que a atual legislação dificulta essa trabalho, mas que com a nova lei, será possível coibir a ação dessas pessoas. Com relação à abertura de novas vagas, Josias Lech explicou que está prevista a abertura de 20 novas vagas para táxis acessíveis (adaptados para transportar pessoas que usam cadeira de rodas), mas que o edital de licitação para essas vagas só poderá ser aberto depois que a nova legislação for regulamentada. Opiniões O debate, realizado logo após a apresentação de dados sobre a legislação e sobre a frota de táxis no município, contou com ampla participação dos representantes da categoria. A maioria dos participantes concordou com a necessidade de aumentar a demanda de usuários de táxi e de realização de cursos para os trabalhadores da categoria. “Existem permissionários e auxiliares que não sabem preencher um recibo; outros, não sabem como tratar bem o idoso. Por isso os cursos têm que ser para todo mundo”, ressaltou o auxiliar Paulo Sérgio Trevisan, do Sindicato dos Trabalhadores Empregados de Táxi de Campinas e Cidades Anexas (Sintretaxi). Walter Quintana, também permissionário, disse que a falta de comprometimento é prejudicial à imagem dos taxistas. “Sem qualificação, o profissional não atrai o cliente. Alguns auxiliares encaram esse trabalho como ‘bico’. Assim, o taxista acaba perdendo a credibilidade.” Josias Lech encerrou o encontro afirmando que, tanto para o Poder Público quanto para a EMDEC, o usuário deve ser considerado em primeiro lugar quando são tomadas as decisões envolvendo táxi. Foi definido, ao término da reunião, que os encontros terão periodicidade bimestral e que o próximo deverá ser agendado para janeiro de 2008. Ana Carolina Bertho




