Além da redução do número de vítimas fatais no trânsito, o balanço final dos acidentes em Campinas, em 2003, apontou para o aumento nas condições de segurança para o pedestre. Tanto o número de atropelamentos quanto o número de vítimas fatais entre os pedestres, “termômetros” para avaliar a segurança deste grupo, apresentaram queda significativa. O número de atropelamentos teve redução de 19,67% em relação ao mesmo período de 2002, assim como o índice de vítimas fatais entre pedestres, que caiu 17,03%. Estes números são ainda melhores se comparados aos de 1995. Neste caso, a queda de vítimas entre pedestres é de 61% (39 no ano passado, contra 100, em 95) e de 41,65% para os atropelamentos (584 em 2003, contra 1001, em 95). Uma conquista que se justifica, entre outros, pelo investimento na ampliação dos cruzamentos semaforizados com fase exclusiva à travessia de pedestres e pela adoção de técnicas de engenharia de trânsito, como a implantação de gradis. Desde 1995, o número de cruzamentos semaforizados com fase exclusiva à travessia de pedestres cresceu 116% (são 201 cruzamentos atualmente, contra 93 em 1995). Na região central, onde circulam 200 mil pessoas por dia, 83% dos cruzamentos possuem tempo próprio para o pedestre. Já os gradis são dispositivos de segurança que ordenam os deslocamentos do pedestre, garantindo sua permanência nas calçadas e evitando que ele realize as travessias em locais perigosos. Além disso, parte deles contribui para a divulgação das campanhas de educação de trânsito desenvolvidas pela Emdec. Atualmente, Campinas conta com cerca de 1900 gradis, instalados em locais que apresentam grande fluxo de pedestres. Stephan Campineiro

11/06/2026/
Atenção e reflexo reduzidos, percepção e tomada de decisão prejudicados. Estas são consequências de um comportamento que pode ser fatal...



