Uma caminhada cultural, que acontecerá neste sábado, dia 18 de setembro, e marca a abertura da Semana Municipal de Trânsito (Semutran), vai garantir à população de Campinas a oportunidade de, em poucas horas, conhecer séculos de sua própria história, a história da cidade. O passeio permitirá que o público visite os principais prédios e monumentos históricos da cidade, grande parte deles preservados, outros em pleno processo de revitalização. Todos são referências à própria identidade da cidade e do seu povo. A caminhada será coordenada pelo historiador do Museu da Cidade, Sidney da Silveira, que já resume essas muitas páginas que dariam enciclopédias, pelo menos uma vez por mês, em visitas organizadas pela Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo; e durante a semana, com grupos de escolas que agendam o passeio. E lá vem história Durante a Caminhada, a história não é contada em ordem cronológica e as paradas seguem um roteiro definido pelo historiador. Tudo começa no Museu da Cidade. Uma construção que atravessou séculos. O prédio de 1886 foi uma das primeiras fábricas de máquinas agrícolas da cidade, nos tempos em que Campinas exportava o melhor café do mundo, com arrojadas técnicas de beneficiamento. Eram tempos da industrialização e, para o escoamento da produção de café, a ferrovia crescia e se consolidava. A história prossegue e o passeio também. A próxima parada é na Estação Cultura, antiga Estação Fepasa, a primeira ferrovia a ser construída com capital nacional, inaugurada por D. Pedro II, e também patrocinada pelos barões do café. A Estação foi o maior complexo ferroviário da América Latina, integrando cinco companhias: a Paulista, a Mogiana, o Ramal Férreo, a Funilense e a Sorocabana. Quem vê a área do complexo Fepasa hoje e o processo de degradação urbanística acentuado nas últimas décadas, e que agora começa a ser revertido pela atual gestão, mal pode imaginar que a região foi uma das áreas mais nobres da cidade, com a presença de hotéis e residências que abrigavam barões e a elite campineira. Todo o processo de revitalização impresso hoje busca resgatar a importância histórica da área para o desenvolvimento da cidade. A viagem agora segue em direção ao Centro. O grupo visitará o Monumento de Campos Sales, segundo presidente civil da República, nascido em Campinas, e um dos fundadores do Colégio Culto à Ciência. Da elite à Vila operária, o passeio avança para a Rua Roccio, um beco, onde alojava-se o primeiro escalão dos trabalhadores da cidade. No passeio, a população ainda visitará o antigo Cine Carlos Gomes (hoje templo da Igreja Universal), a Maçonaria, o Palácio da Justiça, o Palácio do Barão de Ataliba Nogueira (hoje, Cine Evolução). Haverá ainda uma pausa no túmulo do músico e maestro Carlos Gomes. Um monarquista convicto, que deixou o Brasil com o advento da República. Uma das histórias curiosas desse que é o filho mais ilustre da cidade, é que Carlos Gomes se recusou a fazer o hino nacional. Outras mais poderão também ser conferidas. A catedral Quem pensa que a caminhada para por aí, vai ter que respirar mais um pouquinho para não perder o fôlego ao chegar na Catedral de Campinas. Considerada o maior monumento de Taipa de Pilão da América Latina, a Catedral também foi patrocinada pelos barões do café. Uma construção feita por muitas mãos, de escravos e homens livres e que demorou 76 anos para ser concluída. Foi iniciada em 1807 e finalizada somente em 1883. A passagem pela Treze de Maio dependerá das condições da rua, que está em pleno processo de revitalização. Não vai faltar no passeio uma visita ao Palácio dos Azulejos, residência do Barão de Itatiba. É uma oportunidade para conferir a obra, que acaba de ser entregue à cidade. E a história não acaba. O marco zero de Campinas, na Praça Bento Quirino, também será lembrado. Maiores detalhes, só participando. Não dá para perder…. Denise Pereira

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



