O superintendente da Associação Nacional dos Transportes Públicos – ANTP – Nazareno Stanislau Afonso, comparou o poder de destruição dos automóveis ao das armas de fogo. Durante o Seminário Municipal de Segurança no Trânsito, realizado nesta Terça, ele afirmou que os carros são cada vez mais pesados e potentes, o que não faz sentido, considerando que a velocidade máxima permitida em rodovias de todo o país não passa de 120Km/h. O palestrante defendeu veementemente a “educação” em todos os âmbitos e para todos os segmentos para mudar a realidade da violência no trânsito. “É preciso trabalhar um novo paradigma para a circulação”, propôs o superintendente. O palestrante também abordou as principais causas da insegurança na cidade, destacando a impunidade e o “mito da fluidez”. O mito da fluidez, segundo Afonso, consiste na gestão da circulação centrada na priorização do automóvel. De acordo com ele, apenas 20% das vias se destinam ao uso dos ônibus e o transporte público é responsável por 70% das viagens feitas na cidade. Em relação à impunidade, Afonso defende ainda o rigor da fiscalização e da aplicação de multas para reduzir a acidentalidade. “Só com punição, os infratores mudam de postura”. O superintendente também apontou o papel da mídia na conscientização da população. Para Afonso, a violência no trânsito deve ser trabalhada como epidemia, já que mata tanto quanto doenças graves, argumentou. Por isso, deve ser tema de grande interesse dos profissionais de saúde e de toda a sociedade: instituições, igrejas e sindicatos. “A mobilização social é necessária, porque não há vontade política para mudar o cenário atual”, criticou. Denise Pereira. Colaborou Ana Carolina Bertho

10/06/2026/
Com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar as condições de fluidez no trânsito, a Secretaria de Transportes...



