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Expedicionários abriga antiga e nova Estações

Com apenas 89 metros de extensão, a Avenida dos Expedicionários poderia ser uma via quase esquecida no Centro da cidade, se não fosse a passagem para acessar a Estação Cultura, bem em frente à Avenida. A Estação Ferroviária de Campinas, hoje conhecida como Estação Cultura, é considerada a primeira maravilha das sete eleitas pela população de Campinas.

Graças a dois importantes momentos, o da revitalização da Estação Ferroviária, em 1984, por ocasião do centenário do prédio atual; e o da inauguração da primeira Estação de Transferência de Campinas, em julho de 2009, a Expedicionários ganhou nova importância no cenário central.

A Estação Expedicionários está localizada no pequeno trecho entre a Praça Marechal Floriano Peixoto e a Avenida Dr Campos Salles; e atende cerca de 30 mil usuários por dia. Nela, passam 12 linhas do Sistema InterCamp, da região leste da cidade.

Hoje, a Avenida é composta ainda por pequenos estabelecimentos comerciais, principalmente por barracas de frutas, mini-mercados e padarias.

Antônio Faustino, 62, que trabalha no comércio informal acompanha o movimento da Avenida desde às 5h até às 20h. “Já fui encanador, eletricista, de tudo um pouco. Mas, aqui na Expedicionários, eu consegui me estabelecer financeiramente”, afirma Ceará, como é conhecido por todos.

A Expecionários é um corredor de ônibus, não sendo possível, portanto, a passagem de carros. Talvez por esse motivo, Ceará conta que os horários de picos são os melhores para o comércio local. “Aqui é caminho de passagem para muita gente, não só para os que utilizam a Estação. De manhã e no final da tarde, o movimento é muito grande,” confirma.

Por que Expedicionários?
A escolha do nome da Avenida foi a forma encontrada para homenagear a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que tinha acabado de retornar da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

A FEB foi criada especialmente para combater as forças nazistas lideradas por Hitler. Os "pracinhas", como eram conhecidos popularmente, combateram nos campos da Normandia, região histórica do noroeste da França, no chamado Dia D.

No dia em que chegaram ao Brasil e retornaram a sua cidade de origem, os vereadores decidiram denominar a nova via que estava sendo criada em Campinas, como Avenida dos Expedicionários.

Mais sobre a Estação Cultura

A Estação Ferroviária foi inaugurada em 1872. Na época, embora diferente e menor do que o prédio atual, já era a maior das quatro estações da linha da Companhia Paulista. Em 1884, esse prédio foi desativado, tendo sido inaugurado, nesse mesmo ano, um novo prédio, que sobrevive até hoje.

Em 1984, a estação, em meio a festas do centenário, sofreu uma grande reforma, dois anos depois de ser tombada pelo Patrimônio Histórico (Condepacc).

Trens de passageiros ainda passavam pela estação até 2001; desde 1999, ela era ponto de partida, e não mais de passagem, para os trens de passageiros da Ferroban. Em julho de 2003, o espaço foi transforamdo em centro cultural, entre outros usos, sob responsabilidade da Prefeitura Municipal.

Demolição criou a avenida
A história da Avenida dos Expedicionários tem início com a demolição de um dos hotéis mais procurados da cidade.

O Campinas Hotel foi inaugurado em 1924 e, por cerca de 50 anos, configurou-se em uma das melhores casas de hospedagem de Campinas. Uma curiosidade interessante é que foi o primeiro hotel da cidade a dispor de elevadores.

Ao lado do hotel, localizava-se o prédio de Roque de Marco, um rico empresário da cidade. No térreo, funcionou por muito tempo um comércio de importação e exportação, loja de câmbio e de empréstimo de dinheiro. Na verdade, Roque de Marco atuava como um banco, captando aplicações e emprestando dinheiro para comerciantes e fazendeiros. A proximidade do prédio da Estação era um dos seus pontos mais fortes e estratégicos.

Em 1959, iniciou um processo de reurbanização da Praça Marechal Floriano. Dentre as mudanças, estava prevista a demolição do Campinas Hotel com o objetivo de interligar de forma mais direita e rápida a Avenida Campos Salles à  Praça.O prédio de Roque de Marco, por sua vez, foi preservado.

É interessante lembrar que a Avenida dos Expedicionários corresponde somente à quadra que antes se instalava o Hotel. Atualmente, alguns se referem à Avenida como toda a extensão em frente ao complexo ferroviário, que, na verdade, é denominada Praça Marechal Floriano Peixoto.

A homenagem ao Marechal de Ferro
Antigo ponto dos bondes, a Praça Floriano Peixoto tem início em frente à Estação Ferroviária e segue até a Rua Ferreira Penteado. Hoje, é um caminho de passagem dos pedestres que seguem do Terminal Multimodal Ramos de Azevedo ao Centro da cidade, e vice-versa.

A denominação da Praça, por sua vez, é uma homenagem ao conhecido “Marechal de Ferro”. Floriano Peixoto foi o primeiro vice-presidente, eleito após a Proclamação da República.

Com a renúncia de Deodoro, assumiu a Presidência e enfrentou um período de grandes agitações, foi chamado também de o “consolidador” do novo regime instalado.

A homenagem campineira ao presidente aconteceu em 1895, quando foi decidida a denominação do largo da Estação de Estrada de Ferro da Paulista.

Desde 1913, a Praça fazia parte do itinerário dos bondes elétricos. As linhas que trafegavam pelos bairros da Vila Industrial, Bonfim e Botafogo, tinham ponto de partida no local. Algumas outras, como as que tinham como destino o Centro e o distrito de Sousas, somente passavam no centro da praça.

Um fato interessante é que a calçada da praça era utilizada como estacionamento das carroças, que serviam como transporte de cargas e encomendas retiradas dos armazéns da Estrada de Ferro. Assim como acontece nos dias atuais com os carros e as motos, os “tilburys” (popularmente conhecido como carroça) se enfileiravam um ao lado do outro, também em grande quantidade, pois caracterizavam um dos principais meios de transporte da população da época.
 

Apoio à Pesquisa:
Wagner Paulo dos Santos

Fontes:
http://www.estacoesferroviarias.com.br/c/campinas.htm 



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