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Boaventura do Amaral já foi conhecida como Rua do Mercado

Homenageando um antigo combatente da Revolução Liberal de 1842, a Rua Boaventura do Amaral é uma das típicas vias estreitas da região Central com, alguns trechos, inclusive, em paralelepípedo.

Da Rua Proença até a Avenida Benjamin Constante, a via corta o Centro e o Bosque. Durante os anos, recebeu diversas denominações que se baseavam, principalmente, em características da rua. Atualmente, é conhecida por abrigar pequenos estabelecimentos comerciais e alguns edifícios, em sua maioria, residenciais.

Logo na época de sua abertura, a via estava localizada em um local essencialmente pantanoso. Isso porque, além de abrigar um brejo, fazia parte das terras do militar Luis Gordo, uma pequena chácara que, por ser perto da cidade, era pouco utilizada pelo proprietário. Com a criação da via, a população local passou a apelidá-la de Rua do Brejo.

Em 1848, a Câmara Municipal decidiu denominar, de forma oficial, todas as vias da cidade. Nessa ocasião, a antiga Rua do Brejo recebeu a denominação pelos vereadores de Rua do Chafariz. Curiosamente, o “homenageado” chafariz estava localizado uma quadra antes, na Praça Carlos Gomes.

As denominações da via não pararam por aí. Durante o século XIX, a inauguração de um mercado, conhecido como Mercado Grande, mudou novamente o apelido da via para Rua do Mercado. Nele, por sua diversidade de especiarias, produtores aproveitavam o espaço para vender suas especialidades. Mais tarde, o mercado também foi apelidado como Mercado dos Caipiras.

Com o fechamento do estabelecimento, em 1896, a denominação oficial  passou a ser utilizada também pela população, uma vez que os vereadores já haviam determinado a homenagem ao ex-combatente em 1883. O mercado, por sua vez, estava localizado onde hoje é a Escola Carlos Gomes.

A praça dos negros
Delimitada pelas ruas Boaventura do Amaral, Cônego Cipião, Duque de Caxias e Avenida Irmã Serafina, o Largo São Benedito é testemunho das transformações históricas, sociais e culturais que Campinas já passou ao longo da história.

Entre 1753 e 1774, o atual Largo São Benedito abrigou o Cemitério Bento que, posteriormente, passou a ser denominado como Cemitério dos Cativos. Nele, eram enterrados apenas escravos das fazendas da região.

Após a transferência do cemitério, em 1848, o local passou a ser chamado de Campo da Alegria. Na época, a construção da Igreja São Benedito atraía outros negros escravos para a praça. Após os trabalhos, os escravos se reuniam na praça para batucar e dançar, conforme as tradições africanas.

Vale lembrar que, desde o início, o local era frequentado exclusivamente pelos negros da região. Na mesma época, a praça passou a abrigar uma forca, recebendo também o apelido de Largo da Forca. Algum tempo depois ela foi transferida para o Largo Santa Cruz.

A partir de 1913, o Largo São Benedito passou a se transformar em logradouro público, sendo arborizado e recebendo mais cuidados em sua paisagem pela Prefeitura da época.

Com cerca 17 mil metros quadrados, o Largo São Benedito era conhecido também como Jardim São Benedito, embora sua denominação oficial fosse, até 1982, Praça D. Pedro II.

Em 1982 a Câmara Municipal altera sua denominação para Praça Prof. Sílvia Simões Magro, em homenagem à segunda vereadora eleita na cidade.

A Revolução Liberal
A Revolução Liberal de 1842 foi um dos movimentos que agitaram o Brasil durante o Império. Na época, o Ministério, dominado por conservadores, adotou medidas centralizadores que provocaram uma intensa agitação nos liberais.

Com isso, disputas entre conservadores e liberais tomaram conta em diversos pontos do país, como Minas Gerais, em cidades como Ouro Preto, Barbacena e São João Del Rei; e São Paulo, em Sorocaba, Campinas, Itú, Porto Feliz, entre outras.

Em Campinas, aconteceu o combate da Venda Grande. Nele, os revolucionários, mesmo com superioridade numérica, foram surpreendidos e abatidos.

Boaventura do Amaral foi um dos principais combatentes da Revolução em Campinas. No entanto, foi preso e assassinado a sangue frio pelos soldados do Governo. No combate, 17 liberais foram mortos e15 presos.

Fontes:
www.campinas.sp.gov.br 
Livro Edmo Goulart



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