Com saldo de mais de 12,2 mil testes com bafômetros realizados entre janeiro e abril de 2026, as operações integradas realizadas pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e pela Guarda Municipal (GM) contabilizaram 396 recusas por parte dos condutores. O número equivale a 97,3% do total de 407 autuações ligadas à alcoolemia e já é a infração mais recorrente nas blitze.
Foram somente 11 infrações aplicadas a condutores com influência de álcool em 2026 – 2,7% do total. Entre estas, três casos foram classificados como crime de trânsito, quando o teor alcoólico é igual ou superior a 0,34 mg/L. Neste caso, além da multa gravíssima multiplicada por 10 (R$ 2,9 mil), e a suspensão do direito de dirigir por 12 meses, existe a previsão de pena de detenção de seis meses a três anos.
“Embora a taxa de testes positivos no bafômetro pareça baixa, o índice de condutores alcoolizados identificado é, na verdade, subnotificado pelas recusas. Além de não eliminar o risco de sinistros (acidentes) no trânsito, a recusa evidencia a intenção do condutor de ocultar a infração”, explica o gerente de Fiscalização e Operação de Trânsito da Emdec, Claudionir de Sá.
Em 2026, foram realizadas 18 Operações pela Vida, além de três Operações Direção Segura Integradas (ODSI), em conjunto com a Polícia Militar. Entre os 12,2 mil testes aplicados, 9 mil foram em condutores de automóveis e 3,2 mil em motociclistas.
O número total de testes equivale à primeira verificação, feita com etilômetros passivos. Mesmo que essa primeira triagem apresente resultado positivo, a infração só é registrada a partir do teste feito no bafômetro ativo, que mede com exatidão a concentração de álcool presente no alvéolo pulmonar. É nesta segunda etapa que os condutores costumam apresentar a recusa.
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