Dez vidas salvas, queda em todos os índices de óbitos no trânsito no primeiro trimestre e o menor número de mortes para o mês de março desde 2016. Esse é o balanço da acidentalidade em Campinas nos primeiros três meses de 2026, resultado de esforços contínuos para salvar vidas realizados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Foram 15 vidas perdidas no primeiro trimestre, sendo seis em vias urbanas, oito nas rodovias e uma com local ainda não confirmado. O último mês de março registrou o menor índice de óbitos da série histórica, desde 2016. Foram dois óbitos, sendo um em via urbana e um em rodovia.
O eixo urbano apresentou queda de 63% nos óbitos em relação ao mesmo período de 2025. Foram seis vidas perdidas entre janeiro e março de 2026, contra 16 no período equivalente do ano passado. O saldo, portanto, foi de dez vidas salvas.
Pedestres e motociclistas seguem como as únicas vítimas da fatalidade no trânsito urbano, com 50% dos óbitos em cada grupo. Campinas não registrou mortes de ciclistas ou ocupantes de outros veículos até março de 2026.
Confira o perfil das vítimas em vias urbanas e os índices de redução:
- 3 motociclistas (50%)
67% menos que o 1º trimestre de 2025 (9).
- 3 pedestres (50%)
25% menos que o 1º trimestre de 2025 (4).
Confira a relação dos locais onde ocorrem os óbitos em vias urbanas:
- Av. Carlos Lacerda | Motociclista.
- R. Achilles Bertoldi | Motociclista.
- R. Nélson Vieira de Vasconcelos | Motociclista.
- R. José Paulino | Pedestre.
- R. Sérvulo Henrique Barreto / antiga rodovia Santos Dumont | Pedestre.
- R. Olinda Paiva Serra | Pedestre.
Em vias urbanas e rodovias, dez vidas foram salvas
Em 2025, 142 pessoas perderam a vida no trânsito campineiro – 74 em vias urbanas e 68 em rodovias. No primeiro trimestre deste ano, o balanço atualizado aponta 15 mortes – dez vidas salvas ou 40% menos do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 25 vidas perdidas.
Entre as 15 mortes, 57% (nove) eram motociclistas, 29% eram pedestres (quatro) e 14% (dois) eram ocupantes de outros tipos de veículos.
Velocidade, habilitação e capacete estão entre as causas das mortes
Das seis vidas perdidas em vias urbanas, três tiveram as causas analisadas. Um dos óbitos foi causado pelo comportamento do pedestre. A outra morte teve três fatores de risco envolvidos: velocidade, falta de habilitação e falta de capacete. E o terceiro óbito teve como fator de risco a ‘evitabilidade’, ou seja, a análise aponta que o sinistro poderia ter sido evitado.
O Boletim Mensal Informativo de Óbitos no Trânsito está disponível no site da Emdec, na seção “Cadernos de Acidentalidade”.
Esforço integrado e permanente
A Emdec mantém esforços contínuos em três principais frentes de atuação para evitar mortes e lesões graves no trânsito. Confira o balanço das ações realizadas no trimestre:
Fiscalização:
71 Operações Integradas e 2,4 mil condutas de risco identificadas;
16 “Operações pela Vida” e quase 8,6 mil testes com bafômetros;
2 novos pontos de videomonitoramento;
1 radar remanejado.
Sinalização:
43 mil m² de sinalização horizontal (solo);
1,6 mil placas implantadas;
89 rampas de acessibilidade executadas.
Educação para mobilidade:
75 ações educativas;
9,5 mil pessoas impactadas.