Identificar e coibir comportamentos de risco que podem resultar em sinistros (acidentes), preservando a segurança pública e viária. Com estes objetivos, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) promoveu, em conjunto com a Guarda Municipal (GM) e a Polícia Militar (PM), 295 operações integradas ao longo de 2025. Elas identificaram 10.893 condutas de risco, sendo que 20,7% delas envolveram licenciamento irregular e escapamentos ‘barulhentos’.
Ao todo, foram abordados mais de 12,3 mil veículos nas operações: 8.086 motocicletas, 4.241 automóveis e 35 veículos de outras categorias. Mais de 2,1 mil veículos em situações que ferem a legislação foram removidos ao Pátio Municipal.
Receberam as operações integradas os principais eixos que apresentam alto fluxo de veículos, recorrência de irregularidades e sinistros (acidentes). Algumas delas contaram com a presença de equipes do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran/SP).
Os motociclistas, que até novembro representaram 53% das mortes nas vias urbanas de Campinas, respondem por 65,5% dos comportamentos de risco identificados nas operações. Foram 7.139 infrações aplicadas a motocicletas, 3.613 a automóveis e 141 a outras categorias de veículos. Até novembro, 35 motociclistas perderam a vida no eixo urbano.
Somente no mês de dezembro, foram 15 blitze realizadas, 564 autuações (350 aplicadas a motocicletas, 206 a automóveis e oito a outros tipos de veículos) e 109 remoções ao Pátio Municipal.
Licenciamento ‘vencido’ e escapamentos ‘barulhentos’ lideram infrações
Quase 20,7% dos comportamentos de risco identificados nas operações integradas envolveram licenciamento irregular, com 1.140 infrações; e os chamados escapamentos ‘barulhentos’, com 1.114 infrações.
Também figuram entre as condutas mais recorrentes a alteração irregular do sistema de iluminação (diferente das características originais do veículo), com 1.032 infrações e a ausência do cinto de segurança obrigatório, com 838 situações identificadas.
As dez condutas de risco que mais apareceram durante as operações realizadas em outubro somaram 7.340 autuações – quase 67,4% do total. Confira o ranking:
1º) Licenciamento ‘vencido’: 1.140 infrações – 10,46%.
2º) Escapamento ‘furado’ / descarga livre (sem silenciador): 1.114 infrações – 10,23%.
3º) Sistema de iluminação alterado: 1.032 infrações – 9,47%.
4º) Condutor sem cinto de segurança: 838 infrações – 7,69%.
5º) Pneu liso/“careca” (mau estado de conservação): 799 infrações – 7,33%.
6º) Ausência de equipamento obrigatório: 601 infrações – 5,52%.
7º) Conduzir veículo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação: 556 infrações – 5,10%.
8º) Conduzir o veículo com placa em desacordo com a legislação: 546 infrações – 5,01%.
9º) Conduzir o veículo com placa ilegível: 448 infrações – 4,11%.
10º) Equipamento obrigatório ineficiente ou inoperante (retrorrefletivo): 266 infrações – 2,44%.
Em 2024, Campinas registrou 68 sinistros (acidentes) fatais e 72 mortes em vias urbanas. Destes, 61 casos tiveram as causas analisadas e 21,3% (13) tinham como fator de risco a falta de habilitação e outros 6,6% (4) a ausência do cinto de segurança. Até novembro de 2025, foram 43 casos analisados: em 9% (4) a falta de habilitação estava presente e 5% (2) deles foram causados pela falta do cinto de segurança.
Operação pela Vida
Em novembro, a Emdec e a GM iniciaram as “Operações pela Vida”, com foco no combate aos efeitos do álcool no trânsito: foram três “Operações pela Vida” realizadas e, em algumas das “Operações Integradas”, também foram realizados testes com etilômetros.
Entre novembro e dezembro de 2025, foram realizados 1.030 testes para identificação de alcoolemia e nove autuações: dois condutores foram autuados por apresentarem resultado positivo no bafômetro e outros sete por recusar a realização do teste. Nos dois casos, infração é gravíssima, multiplicada por 10 (R$ 2.934,70), com recolhimento e suspensão da habilitação por 12 meses.
Quando identificado teor alcoólico igual ou superior a 0,34 mg/L, o condutor responde por crime de trânsito. A pena para esse crime é de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.
A “Operação pela Vida” conta com identidade visual própria, reforçando sua função preventiva e o papel de dissuasão das blitze. A marca está presente nos cavaletes, coletes utilizados pelos agentes e nas viaturas operacionais. Em 2025, até novembro, o álcool associado à direção esteve presente em 15 sinistros fatais (35% dos 43 casos analisados). Foi o fator de risco que mais matou em 2025, superando o excesso de velocidade.
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