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Mortes em vias urbanas de Campinas caem 45% no quadrimestre


 
Campinas contabilizou 45% menos mortes no trânsito urbano no primeiro quadrimestre de 2026. Foram 12 óbitos contra 22 no mesmo período de 2025, o que representa dez vidas salvas.
 
É o que demonstra o Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). O balanço considera como vítima fatal aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente).
 
Os motociclistas concentraram 67% das mortes em vias urbanas: foram oito vidas perdidas. Sete dessas mortes foram registradas em abril e dois óbitos de motociclistas computados em fevereiro foram excluídos após acesso a informações mais detalhadas sobre as datas e natureza das ocorrências.
 
Os atropelamentos fatais aparecem na segunda posição, vitimando os usuários mais frágeis no trânsito. Quatro pedestres perderam a vida até abril deste ano – 33% do total. Campinas não registrou, no eixo urbano, mortes de ciclistas ou ocupantes de outros veículos até abril de 2026.
 
Confira o perfil das vítimas em vias urbanas e os índices de redução:

- 8 motociclistas (67% do total)
27% menos que o 1º quadrimestre de 2025 (11).

- 4 pedestres (33% do total)
33% menos que o 1º quadrimestre de 2025 (6).

Maioria das mortes em abril ocorreu aos finais de semana e à noite
Até agora, o mês de abril foi o que mais computou mortes no trânsito em 2026. Foram dez em vias urbanas e rodovias, sendo oito na malha urbana – 88% (sete) eram motociclistas e 12% (1) eram pedestres. A maioria dessas ocorrências fatais ocorreu às sextas-feiras e aos sábados, no período entre 21h e 6h.
 
Dos sete motociclistas mortos em vias urbanas em abril, dois eram menores de idade - 16 e 17 anos. Um deles transitava pela avenida John Boyd Dunlop e se tornou a primeira morte na avenida registrada em 2026.
 
Outro caso envolveu direção perigosa: o motociclista, sem capacete, realizava manobras arriscadas, na rua Eldorado, no Itatinga, entrou na contramão de direção e colidiu frontalmente com um ônibus.
 

Para reduzir atropelamentos, Emdec lançou uma campanha de atenção ao pedestres 
 
Doze vidas salvas em vias urbanas e rodovias
Quando se considera a soma dos óbitos em vias urbanas e rodovias que cortam Campinas, o índice de redução no quadrimestre foi de 35%. Foram 22 vidas perdidas, sendo 12 em vias urbanas e 10 em rodovias.
 
Deste total, 64% (14) eram motociclistas, 23% (cinco) eram pedestres e 13% (três) eram ocupantes de outros tipos de veículos.
 
Condutor sem habilitação e motociclista sem capacete lideram causas das mortes
Das 12 vidas perdidas em vias urbanas, seis tiveram as causas analisadas. A falta de habilitação para dirigir e a ausência do capacete foram os fatores que mais causaram as mortes no trânsito, com dois casos cada e 33% do total analisado.
 
Até meados de maio deste ano, os dois comportamentos de risco somaram, juntos, quase 500 infrações registradas pela Emdec. Foram 337 infrações por dirigir sem habilitação ou entregar veículo a pessoa sem habilitação. E outras 146 infrações por condução de motocicleta sem capacete ou transportar passageiro sem capacete.
 
Um mesmo caso fatal pode ter mais de um fator de risco envolvido. Veja o ranking:
  • Falta de habilitação: 2 casos (33%).
  • Falta de capacete: 2 casos (33%).
  • Álcool na direção / velocidade / direção perigosa / evitabilidade / comportamento do pedestre / violência urbana: 1 caso cada (17%).
Ações para salvar vidas
Os índices que sinalizam a redução das mortes no trânsito são resultado de iniciativas permanentes realizadas pela Emdec, principalmente nos eixos de fiscalização, educação para mobilidade, campanhas de conscientização, sinalização e desenho de vias. Os balanços com as principais ações realizadas pela Emdec no quadrimestre estão disponíveis ao final do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, que fica disponível no site da Emdec, na seção “Cadernos de Acidentalidade”.
 

 

Autor: Ângela Silva Última alteração em 27 de Maio de 2026 às 13:13