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Praça Corrêa de Melo homenageia botânico do século XIX

Ao pensarmos em uma praça, provavelmente vêm à cabeça um jardim com árvores, bancos e crianças brincando e correndo. No entanto, a Praça Corrêa de Melo, em Campinas, deixou a tradição de lado e se transformou em um terminal urbano.

Inaugurado no final da década de 1970, e mais conhecido como Terminal Mercado, o local é, hoje, um dos principais terminais de ônibus da cidade. Recebendo aproximadamente 20 mil usuários por dia, é ponto de parada de 28 linhas do Sistema InterCamp, e atende as regiões norte e noroeste de Campinas.

Após sua inauguração, a denominação oficial da praça deixou de ser utilizada pela população, que passou a chamar o local como Terminal Mercado, ou apenas “terminal do mercadão”, em referência ao tradicional Mercado Municipal, localizado em frente.

A nomenclatura Corrêa de Melo foi escolhida pela Câmara Municipal como uma forma de homenagear o importante farmacêutico. Antes, porém, a praça já teve outras denominações e funcionalidades. 

Da plantação ao farmacêutico

A homenagem ao botânico, farmacêutico e químico foi determinada em 1881.  No entanto, assim como é de costume, a primeira denominação que a praça recebeu veio da população.

Pela grande quantidade de jorumbevas (planta medicinal de sabor amargo, utilizada para tratamento de pele e rituais religiosos), o local foi apelidado como Largo do Jorumbeval.

Após a morte de Corrêa de Melo, a Prefeitura buscou novas formas de homenagear o farmacêutico. Ao invés de uma estátua, a primeira das especulações, decidiu-se que os recursos fossem destinados à construção de uma escola para as crianças pobres, na praça que levava seu nome.

A construção do colégio foi feita com a ajuda da população e os recursos necessários foram fornecidos por Joaquim Quirino dos Santos, o Coronel Quirino. Denominada com o nome do homenageado, a escola foi inaugurada em 1879.

Curiosamente, atrás da escola, na Rua Bernardino de Campos, foram construídos os primeiros mictórios públicos, utilizados principalmente pelos que estavam na ferrovia Funilense ou no Mercado Municipal.

Após a demolição da escola, no final do século XIX, a praça perdeu aos poucos sua característica original. As plantas e a escola foram substituídas por estabelecimentos comerciais, como lojas de ferragens, eletrodomésticos e máquinas de costura. Em seu entorno, ficavam os fotógrafos ambulantes ou lambe-lambes, como popularmente chamados.

Naquela época, a praça continuou a ser chamada por um apelido, e não pela denominação oficial. Com a presença do Mercado Municipal, a população apelidou o local como Largo do Mercadão.

Importância histórica

Joaquim Corrêa de Melo nasceu em São Paulo em 1816, e era conhecido como médico das crianças, Joaquinzinho Boticário ou Joaquinzinho dos Pobres.

Formado em Farmácia e Química, deu grande contribuição para os estudos da flora brasileira. Seus conhecimentos ajudaram, inclusive, na descoberta da fotografia por Hércules Florence.

Vale ressaltar que Melo tinha grande prestígio internacional, sendo citado por botânicos ingleses da “Society Linnean”, uma instituição dedicada ao estudo das ciências, situada em Londres.

Por iniciativa de Joaquim Corrêa de Melo, foi aberta a primeira farmácia em Campinas.

Quando morreu, em 1877, aos 60 anos, o povo, reconhecendo seus serviços prestados à classe menos protegida, saiu logo a campo, angariando donativos para perpetuar sua memória em praça pública.
 



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