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Dúvidas e sugestões ao BRT podem ser encaminhadas até sexta-feira,13

O cidadão de Campinas tem a oportunidade de tirar dúvidas e encaminhar sugestões - até a próxima sexta-feira, 13 de julho – sobre aplicação da tecnologia Bus Rapid Transit (BRT), apontada como solução no transporte público de Campinas para as próximas décadas no município.

O email criado (brt@emdec.com.br) foi apresentado em Audiência Pública na sexta-fera passada no Salão Vermelho, no Paço Municipal, com o objetivo de dar oportunidade de participação ao maior número possível de cidadãos no processo de consulta popular.

Quanto maior a participação da população, melhor será o resultado do projeto, que deverá atender as demandas do transporte da cidade com investimentos de R$ 339 milhões – sendo R$ 295 milhões vindos do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade Urbana (PAC-2) e R$ 44 milhões do Município.

As perguntas e sugestões encaminhadas Poe e-mail serão agrupadas por temas e respondidas posteriormente no site da EMDEC – www.emdec.com.br . Diversas informações sobre o projeto BRT poderão ser colhidas também no link criado no portal da EMDEC. Basta clicar no link “Sistema BRT” que está no menu “Transporte” (à esquerda do site).

A EMDEC esclarece que todos os questionamentos serão devidamente respondidos pela equipe técnica da empresa.

A tecnologia BRT prevê a circulação de ônibus em via segregada com ultrapassagem nas paradas; a cobrança da tarifa em bilheterias nas estações e terminais; a plataforma de embarque ao nível do veículo; a racionalização da rede de transporte; o uso da tecnologia para planejamento e controle operacional, integrando veículo, infraestrutura e informação ao usuário.

A tecnologia deverá garantir menor custo de implantação, pois não depende de subsídios para a operação e tem maior flexibilidade e adaptação às características viárias da cidade.

O BRT é capaz de atender grandes demandas de passageiros, maior capacidade de transporte, com uso de veículos de maior porte operando em intervalos menores. O projeto contempla também acessibilidade aos usuários.

A modalidade de transporte prevê também o uso de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) para informação ao usuário e controle operacional, que vão auxiliar na redução do tempo de percurso.

É um sistema de transporte troncal, segregado, com prioridade de tráfego e integrado com os sistemas alimentadores locais, possibilitando uma capacidade entre 3 mil e 45 mil passageiros/hora em cada sentido.

O projeto contempla também a instalação de uma Central de Controle Operacional e tecnologias como o monitoramento de veículos por GPS; informações aos usuários em tempo real; circuito fechado e sistema de áudio nas paradas e estações; e semáforos inteligentes em tempo real, com prioridade ao transporte coletivo.

Além da manutenção do sistema de bilhetagem eletrônica, o BRT contará também com sistemas de segurança nos veículos como câmeras para o motorista ver o embarque e desembarque de passageiros e suspensão controlada para rebaixar o chassi do veículo para facilitar a entrada e saída dos usuários.

O projeto prevê, entre outras ações, a implantação de dois corredores de ônibus exclusivos à esquerda para a operação do sistema BRT, nos eixos Ouro Verde e Campo Grande. O sistema vai operar com ônibus articulados e biarticulados e haverá interligação entre os corredores na Vila Aurocan (antigo leito do VLT). Além disso, estão previstas as reformas do Terminal Ouro Verde e do Viaduto Miguel Vicente Cury. Intervenções na Rua Piracicaba e na Avenida Jonh Boyd Dunlop, em diversos bairros das duas regiões.

No Ouro Verde serão 14,4 km de corredor exclusivo à esquerda, saindo do Terminal Central (Viaduto Miguel Vicente Cury), seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez e Camucim até o Terminal Vida Nova. Também haverá a reforma do Viaduto Miguel Vicente Cury, basicamente com a implantação de mais uma faixa de rolamento, em cada sentido, na ligação com a Avenida João Jorge; reforma dos terminais Central, Ouro Verde e Vida Nova; e implantação de estações de transferência ao longo do trecho. O custo estimado do projeto é de R$ 145 milhões.

Já o Corredor Campo Grande terá 17,8 km de extensão, saindo do Terminal Multimodal Ramos de Azevedo, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. As obras contemplam a construção de um terminal ao lado do Terminal Multimodal; e a implantação de estações de transferência ao longo da Avenida John Boyd Dunlop. O custo estimado é de R$ 155 milhões.

A estimativa é de que em 2014 os dois corredores, Ouro Verde e Campo Grande, transportem juntos cerca de 30 mil passageiros por hora, nos períodos de pico; podendo chegar a 40 mil, nos próximos 30 anos.

Também está definido, no Plano, uma ligação perimetral entre os dois corredores, com 4 km de extensão, ligando Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT. O custo estimado da obra é de R$ 30 milhões.

TEXTO: GILSON REI

FOTO: ROGÉRIO CAPELA



Autor: GILSON REI
Última alteração em  10 de Julho de 2012 às 16:08

 
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