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Janeiro tem menor índice de mortes no trânsito desde 2021


Campinou fechou o primeiro mês deste ano com motivos para celebrar as vidas salvas. Em janeiro, o município registrou o menor número de vidas perdidas desde 2021 (quando foram registrados cinco óbitos), tanto em vias urbanas quanto em rodovias. Houve o registro de um óbito na malha urbana e cinco nas rodovias.

É o que indicam os dados preliminares do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado mensalmente pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). A partir deste ano, Campinas passa a adotar o critério de tempo de sobrevida de até 30 dias para contabilizar as mortes no trânsito. O novo critério já foi aplicado também na série histórica comparativa (2023 a 2025) do boletim.
 

Confira o histórico de mortes no trânsito registradas nos meses de janeiro:
  • 2021: 3 vias urbanas / 2 rodovias = 5 óbitos.
  • 2022: 2 vias urbanas / 6 rodovias = 8 óbitos.
  • 2023: 5 vias urbanas / 4 rodovias = 9 óbitos.
  • 2024: 3 vias urbanas / 5 rodovias = 8 óbitos.
  • 2025: 8 vias urbanas / 6 rodovias = 14 óbitos.
  • 2026: 1 via urbana / 5 rodovias = 6 óbitos.
Nas vias urbanas, foram nove vidas salvas na comparação com o mês de dezembro, que registrou 10 óbitos – queda de 90%. E sete vidas salvas na comparação com janeiro de 2025, quando houve oito mortes no trânsito – queda de 88%.
 
O primeiro registro de morte no trânsito de 2026 envolve o usuário mais frágil: trata-se de um atropelamento de pedestre ocorrido na rua José Paulino, na altura da rua Costa Aguiar, no dia 10 de janeiro. Neste caso, a análise das causas do sinistro identificou o comportamento do pedestre como fator de risco.
 
Símbolo dos esforços permanentes realizados para salvar vidas no trânsito, o tripé Fiscalização, Educação para Mobilidade e Engenharia de Tráfego contabilizou, em janeiro, as seguintes ações:
  • 23 operações integradas: 712 condutas de risco identificadas; 4 ‘Operações pela Vida’: 1,2 mil testes de alcoolemia e 82 autuações.
  • 17,3 mil m² de sinalização horizontal (solo), 694 placas implantadas e 45 rampas de acessibilidade executadas.
  • 10 ações educativas e 1,6 mil pessoas impactadas.
Vias urbanas e rodovias
Índices de queda também na soma das mortes em vias urbanas e rodovias: foram 17 óbitos a menos na comparação com o mês de dezembro, que registrou 23 vidas perdidas (queda de 74%). E oito mortes a menos em relação ao mês de janeiro de 2025, quando 14 pessoas morreram em vias urbanas e rodovias (queda de 57%). Na soma das ocorrências da malha urbana e rodoviária de Campinas estão quatro motociclistas, um pedestre e um ocupante de demais veículos.
 
Dados atualizados do fechamento de 2025 apontam para 143 vidas perdidas no trânsito, sendo 73 óbitos no trânsito nas vias urbanas, 68 nas rodovias e em dois casos não foi possível identificar o local da ocorrência. O número é 4,9% menor do que as 150 mortes registradas em 2024, já considerando o novo critério de análise – são sete vidas salvas.
 
 
Clique na imagem para acessar a íntegra do boletim 
 
Mudança metodológica
A partir de janeiro de 2026, Campinas passa a considerar como vítima fatal no trânsito aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente). O parâmetro de cálculo do tempo de sobrevida está alinhado às normas nacionais e padrões internacionais adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Ministério da Saúde (Programa Vida no Trânsito). Também é utilizado pelo Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), ferramenta oficial adotada no Estado de São Paulo, vinculado ao Detran-SP. Até o ano de 2025, a Emdec utilizava um parâmetro distinto do amplamente adotado, que considerava óbitos até 180 dias após a ocorrência.

A readequação permite comparações mais realistas com as estatísticas já consolidadas utilizadas em outros municípios. Quando se considera, por exemplo, a taxa de mortalidade de cidades paulistas com mais de 400 mil habitantes, Campinas ocupa a sexta posição, com 13,15 óbitos a cada 100 mil habitantes, usando a metodologia que leva em conta os 180 dias após o sinistro. Com a mudança metodológica, passa a ocupar a 10ª posição, com 12,65 óbitos a cada 100 mil habitantes.


Autor: Ângela Silva Última alteração em 27 de Fevereiro de 2026 às 14:46