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Mortes caem quase 78% nos pontos que receberam radares


 

Aliados do Poder Público para reduzir as mortes no trânsito, os equipamentos de fiscalização eletrônica (radares) contribuíram para que sete vidas fossem salvas. Foram nove sinistros fatais registrados nos pontos antes da instalação dos radares (a partir de 2022) e dois após a instalação – a queda é de 77,8%.

Foram 32 pontos analisados: 18 instalados em Campinas entre 2022 e 2023 e outros 14 implantados após o remanejamento de pontos existentes. O dado compõe estudo realizado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que compara o número de sinistros (acidentes) registrados em um raio de 100 metros das novas posições de radares.

Considerando que os radares foram ativados em períodos distintos, o estudo agrupa os sinistros registrados, com base em períodos iguais a partir da data de ativação de cada radar e de uma média de 1 mil dias antes (quase três anos) e depois da implantação. O período comparativo é ajustado com base na data de ativação de cada radar.

“Os dados comprovam que os radares são equipamentos de proteção à vida e aliados do Poder Público nas políticas públicas de redução dos mortos e feridos no trânsito. Menos de 1% dos motoristas que passam pelos pontos com radares são autuados, o que demonstra que o objetivo não é multar, mas frear os comportamentos de risco”, destaca o presidente da Emdec, Vinicius Riverete. 

Quando se considera o total de sinistros registrados, a queda entre os dois grupos de dados foi de cerca de 44%. Foram 151 sinistros no período que antecedeu a instalação e 85 sinistros após a ativação dos equipamentos.

A redução nos números de sinistros sem vítima foi de 46,7% (75x40); e 37,5% no caso dos sinistros com vítima (64x40). O número de atropelamentos se manteve estável (três nos dois períodos).

O atual contrato contempla 144 pontos de fiscalização eletrônica. Entre os 32 pontos de radares analisados, seis fiscalizam o excesso de velocidade e 26 deles fiscalizam também avanço de sinal vermelho e parada sobre a faixa de pedestres.

Nos novos pontos da av. JBD, nenhuma morte foi registrada
Entre os 32 novos pontos ou remanejados, 14 estão localizados na avenida John Boyd Dunlop (incluindo a marginal e a Praça Santa Catarina, na região da Vila Teixeira). Nestes locais, a redução dos sinistros foi ainda maior: foram 70 sinistros antes da instalação dos radares e 35 após a ativação – uma redução de 50%.

Nenhuma morte foi registrada na avenida JBD, em um raio de 100 metros dos novos radares. Antes da instalação dos equipamentos, foram cinco óbitos. Além disso, houve redução de 24,1% nos sinistros com vítima (29x22) e 62,9% nos sinistros sem vítima (35x13). Os atropelamentos na via também foram zerados.

Palco da campanha de segurança viária JBD Morte Zero, a avenida John Boyd Dunlop apresentou queda gradativa de 46% nas mortes, passando de 13 em 2021 para sete em 2024.


Em todos os pontos ativos, os atropelamentos caíram 43,6%
Quando se considera o total de pontos ativos atualmente ou remanejados, foram três vidas salvas: foram 14 mortes registradas, num raio de 100 metros dos equipamentos, antes da instalação dos radares; e 11 após a ativação. O número de atropelamentos caiu 43,6%: foram 39 antes da instalação e 22 depois. Queda também no total de sinistros (7,1% - 677x629) e nos sinistros sem vítima (9,7% - 352x318).

Número de sinistros norteou instalação dos equipamentos
A instalação dos 18 novos pontos de radares nos eixos das avenidas Amoreiras, John Boyd Dunlop e Ruy Rodriguez foi definida a partir dos índices de sinistros (acidentes) registrados. A decisão de concentrar os novos radares nestes eixos, que receberam os corredores BRT, buscou justamente ampliar a segurança viária e evitar mortes e feridos no trânsito. As três avenidas estão entre as quatro vias urbanas mais perigosas de Campinas, concentrando 14,2% (32) dos óbitos em sinistros de trânsito registrados entre 2022 e 2024.

Velocidade e desrespeito à sinalização causaram 19 mortes em 2025
Entre os 43 sinistros fatais que tiveram o fator de risco analisado em 2025, 33% (14) foram causados pelo excesso ou velocidade inadequada e outros 12% (5) envolveram o desrespeito à sinalização, incluindo aí o avanço semafórico.

Até novembro de 2025, último boletim divulgado pela Emdec, Campinas registrou 127 vidas perdidas no trânsito, sendo 66 vidas perdidas no eixo urbano, 60 nas rodovias e em um caso ainda não foi possível o local da ocorrência.

Autor: Ângela Silva Última alteração em 20 de Janeiro de 2026 às 13:18